Imagem-Post-Temas-para-o-ENEM-2020-Covid-19

Temas para o ENEM: COVID-19

Não é preciso ser vidente para antecipar alguns temas que possivelmente venham a ser utilizados em questões ou, mesmo, na redação no ENEM e nos principais exames de admissão nas universidades brasileiras. E quem pensou na pandemia do Coronavírus, iniciada no final do ano de 2019, na China, que se espalhou por todo o mundo e gerou consequências inimagináveis até então para todos os países e pessoas que vivem no planeta, deve acertar nesse ponto!

Nesse aspecto é sempre importante estar muito por dentro de todos os aspectos da temática para que, seja produzindo um texto ou resolvendo questões, o estudante consiga o melhor desempenho possível. Você está preparado para responder perguntas sobre a crise da Covid-19 caso venha a ser questionado sobre isso? Apesar de estarmos convivendo com a doença ao longo de todo o ano de 2020, com a mídia e a internet fervendo de informações sobre o assunto, o que de fato você sabe a respeito dos antecedentes, da doença, das medidas necessárias para se evitar contágio, dos esforços de empresas e cientistas para criar vacinas, dos casos detectados, das mortes contabilizadas ou ainda das previsões de solução do problema a curto e médio prazos? Isso tudo sem pensar ainda nas consequências para a economia, tema que merece artigo a parte e que não entra nesse texto…

Pensando nisso, resolvemos dar uma olhada no assunto e trazer, por meio de uma viagem no tempo, as informações mais pertinentes e importantes sobre a crise mundial da Covid-19. Veja a seguir o que destacamos para que você se sinta mais preparado para enfrentar a pandemia em eventuais questões ou como tema de redação do ENEM ou de algum vestibular.

1- Quando e onde começou?

Os primeiros relatos são provenientes da província de Wuhan, na China, datando de 12 de dezembro de 2019, quando casos de pacientes com algum tipo de “pneumonia viral” foram detectados. As pessoas infectadas tinham em comum o fato de trabalharem no Mercado de Huanan, onde são vendidos animais de variadas espécies para consumo humano, inclusive, espécimes selvagens, como morcegos, aves e cobras.

2- Divulgação inicial da doença

Ainda em dezembro de 2019, já no final do mês, nos dias 30 e 31, o médico Li Wenliang, oftalmologista de 34 anos, divulgou por meio de redes sociais chinesas para seus colegas médico que doentes com sintomas de SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) estavam em quarentena no hospital em que trabalhava, em Wuhan. A divulgação da notícia fez com que a polícia investigasse o caso, identificado como Fake News e que iriam resultar em difamação sobre o surto de doenças infeciosas a partir da China. Enquanto isso, a Comissão Municipal de Saúde de Wuhan divulgava o aumento no número de casos conhecidos e associava o ocorrido publicamente ao Mercado de Mariscos de Huanan, não apenas comprovando a existência da doença, mas demonstrando que se espalhava rapidamente e que levava a casos clínicos graves, podendo causar a morte. No dia 1º de janeiro de 2020 o mercado de Huanan foi fechado pelas autoridades.

3- A OMS entra na história

Em 5 de janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde – OMS, passa a atuar na questão do novo vírus e já divulga que 44 doentes já haviam sido diagnosticados com essa “pneumonia desconhecida”, sendo que 11 deles estavam em estado grave. Nesses primeiros dias do ano, as autoridades chinesas ainda tentavam buscar culpados pelas Fake News a respeito de uma doença viral que teria surgido no país e obrigaram o doutor Li Wenliang a assinar documento em que afirmava ter divulgado falsas informações.

4- Surge o novo Coronavírus

Apenas 2 dias depois da entrada da OMS em cena, no dia 07 de janeiro de 2020, autoridades chinesas divulgam que foi identificado uma nova doença relacionada ao coronavírus. Esse tipo de vírus causado por contato com animais como aves e mamíferos já possuía versões anteriores estudadas e combatidas pela ciência, mas o que se apresentava era uma nova e forte versão. O vírus foi batizado como  2019-nCoV e, popularmente passou a ser identificado como Covid-19.

5- As primeiras mortes e casos em outros países

O primeiro registro oficial de morte causada pela Covid-19 ocorreu na China em 11 de janeiro de 2020. Pouco mais de 10 dias depois já haviam sido
notificados 17 casos fatais. As infecções subiram rapidamente para mais de 550 casos apenas em terras chinesas e, como o epicentro era em Wuhan, a província foi colocada em quarentena. No final daquele mês, após casos terem sido detectados em outros países da Ásia, no dia 30 de janeiro, a OMS declarou emergência global em razão da epidemia de Covid-19, com mais de 7.700 casos em 30 províncias chinesas. Nesse meio tempo, inúmeros casos eram detectados em países de todos os continentes, com crises sérias ocorrendo em nações como a Itália, a Espanha, a França, os Estados Unidos e o Brasil, entre outros.

Os grupos de risco

Tanto no Brasil quanto no resto do mundo a maior preocupação inicial dos especialistas em saúde pública estava focada nos grupos de risco, em especial os idosos, mais suscetíveis, as pessoas com doenças crônicas como hipertensão e diabetes e as mulheres grávidas. No Brasil, por exemplo, as 2 primeiras vítimas fatais de Covid-19 foram pessoas com mais de 60 anos, sendo que o primeiro a falecer pela doença no país padecia de hipertensão e diabetes.

Os sintomas

Os sintomas mais comuns são os seguintes:

  • Febre
  • Tosse seca
  • Cansaço

Há também sintomas menos comuns, como:

  • Dores e desconfortos
  • Dor de garganta
  • Diarreia
  • Conjuntivite
  • Dor de cabeça
  • Perda de paladar ou olfato
  • Erupção cutânea na pele ou – descoloração dos dedos das mãos ou dos pés

Os sintomas graves, por sua vez, são:

  • Dificuldade de respirar ou falta de ar
  • Dor ou pressão no peito
  • Perda de fala ou movimento

Os casos no Brasil e no mundo

A evolução da doença no Brasil e no mundo foi muito rápida e levou a OMS, ainda no primeiro trimestre a decretar que estávamos diante de uma pandemia mundial, ou seja, que a doença se espalhava pelos quatro cantos do mundo, de forma acelerada, atingindo indistintamente as pessoas que tivessem contágio com infectados, sendo de maior gravidade para os grupos de risco e que seriam preciso medidas extremas para evitar mais contaminação e mortes. No início de dezembro de 2020, quando a Covid-19 está próxima de completar 1 ano dos primeiros casos associados relacionados a essa doença, no Brasil já foram registrados oficialmente perto de 6,5 milhões de casos e 175 mil mortes. Os registros no mundo, incluindo o Brasil, um dos 3 países com maior quantidade de casos juntamente aos Estados Unidos e a Índia, somam mais de 64,5 milhões de casos e se aproxima do 1,5 milhões de mortes.

As principais medidas de combate a Covid-19

Não há alternativas quanto a remédios ainda disponíveis no mercado. Universidades, empresas privadas, institutos de pesquisa, médicos e especialistas do mundo inteiro estão trabalhando arduamente para que vacinas contra a Covid-19 possam ser aplicadas na população ainda no final de 2020, como pretende, por exemplo, a Inglaterra, que já comprou milhões de doses da vacina criada, testada e produzida pelo laboratório Pfizer e que tem planos de iniciar a aplicação nos grupos de risco antes do final de 2020.

Enquanto isso, as principais medidas adotadas mundialmente por governos e ratificadas pela OMS são as seguintes:

  • Uso de máscara (individuais, devem ser trocadas a cada 4 horas, precisam ser higienizadas após o uso, devem cobrir o nariz e a boca dos usuários);
  • Higienização com álcool a 70%, em especial na versão gel, principalmente das mãos e pontos de contato com superfícies externas de uso coletivo. Além do álcool 70%, é preciso lavar as mãos com água, sabonetes (preferencialmente líquidos), secar com toalhas de papel descartável ou
    individualizadas.
  • Distanciamento é outra medida importante a ser tomada, mantendo distância mínima de 1,5 a 2 metros para outras pessoas em locais de circulação pública ou trabalho e estudo.
  • Isolamento social foi e continua sendo medida importante adotada por governos para que as pessoas não estejam nas ruas e, portanto, passíveis de
    contraírem o vírus da Covid-19. A quarentena se estendeu por períodos variáveis, mas foi longa e tem sido adotada novamente por conta dos novos
    ciclos da doença que estão ocorrendo em vários países. Não há ainda, certeza quanto a possibilidade de nova infecção por pessoas que já tenham contraído a Covid-19, se podem ter novamente a doença. Os especialistas não têm ainda consenso quanto a essa questão.

O importante, além de estar informado sobre a doença para encarar a Covid-19 no ENEM ou vestibulares é continuar a prevenção e manter-se informado por meio de fontes fidedignas. Prevenir-se ainda é essencial para evitar que a doença se propague e atinja você, seus familiares e amigos. Cuidem-se e boa prova!

Por João Luís de Almeida Machado

Fontes de consulta sobre a Covid-19

Rolar para cima