Imagem do Cartaz do Filme Parasita

Filmes para se preparar para o Enem #2

Em cartaz: PARASITA

O grande vencedor do Oscar em 2020 nas categorias melhor filme e melhor filme estrangeiro é realmente uma produção diferentona, interessante, daquelas que fazem a gente ficar preso diante da tela ainda que não familiarizados com o idioma ou a cultura da Coréia do Sul, país de origem dessa película.

O grande vencedor do Oscar em 2020 nas categorias melhor filme e melhor filme estrangeiro é realmente uma produção diferentona, interessante, daquelas que fazem a gente ficar preso diante da tela ainda que não familiarizados com o idioma ou a cultura da Coréia do Sul, país de origem dessa película.

Estamos diante de um filme que poderia ser somente um suspense ou um thriller, a nos provocar no sentido de saber o que vai acontecer a seguir, com os envolvidos nos acontecimentos ali narrados, mas é muito mais do que isso.

“Parasita”, do diretor Bong Joon-ho, traz também uma crítica social clara e forte ao mundo em que vivemos, ainda que localizada de forma muito específica na Coréia do Sul. O filme nos envolve numa trama em que uma família proletária, sem posses, sem trabalho fixo, vivendo nos subterrâneos (literalmente), em busca de sinais – de Wi-Fi e de que há luz no fim do túnel até mesmo para eles que estão relegados a uma existência difícil e desprovida de melhores condições, se vê, de repente, diante do melhor dos mundos de uma família burguesa coreana muito bem estabelecida.

Elementos da atualidade estão ali em todos os cantos do filme, a começar pelo fato de que a fonte de trabalho e renda da família está ligada a entrega de alimentos prontos, no caso, de pizzas… Mais atual impossível, num momento como o que vivemos agora, em que discutimos o novo mundo do trabalho e, no qual, as opções são aquelas ligadas a ser motorista por aplicativo ou entregador do iFood, Uber Eats ou outras marcas como essas. Nada contra isso, pelo contrário, mas o fenômeno está aí, diante de nossos olhos…

A concentração de renda, mesmo num país como a Coréia do Sul, mais desenvolvido, é igualmente escancarada. São elementos que nos ajudam a entender o nosso tempo, que de certa forma podem ser comparados a situações trazidas nos jornais diários, nos noticiários da TV, rádio ou internet, por meio de gráficos, tabelas e estatísticas, sendo passível de utilização em questões de humanas, matemática, linguagens ou mesmo ciências naturais no Enem, aplicando-se a realidade de lá tanto quanto a de cá ou, ainda, de qualquer lugar do mundo…

Parasita é, literalmente, um soco no estômago. Mexe com nossos sentidos. Nos faz amar ou odiar a narrativa, mas não nos deixa insensíveis ao mundo em que vivemos e as desigualdades que encerra nesse momento. É obra para ser vista e revista, que pode cair no Enem ou nos vestibulares a qualquer momento, seja no próximo ou em anos subsequentes, mas que ali vai aparecer por justamente nos desafiar a pensar a respeito desse mundo disforme e disfuncional em que vivemos! Obrigatório!

Por João Luís de Almeida Machado

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